sexta-feira, 6 de março de 2009

PRORSUS II



Uma simpática hipérbole no nosso HAIKU II, que grita o prostrado anacoretismo, que a hodierna sociedade instiga, em subliminar chantagem, o comum e concreto cidadão. A, há muito inventada, Democracia, que historicamente emergiu com a Revolução Francesa (ou já surgira na cidado-estado de Atenas, na longínqua Antiguidade Clássica) está em nítida crise, desacreditada pelas ineficientes políticas estaduais, não direi tanto ao nível económico, mas social (educação, saúde e justiça), democracia essa como base política para atingir uma equitativa qualidade de vida.

Não foi aleatória a escolha do melro: é uma ave que se adapta bem ao tecido urbano e um simbólico animal que exclama o anonimato social e a individual sobrevivência, regada com egoísticos e mundanos satisfazeres.

O desafio futuro e planetário é óbvio: entusiasmar as massas sobre as virtudes da democracia e, nesse exercício, talvez fosse fácil começar pela brilhante frase de Sir Winston Churchill: “A democracia é o sistema político mais imperfeito, à excepção de todos os outros.”. Isto, bem aprendido, deveria ser o suficiente para suscitar a intervenção plural das pessoas na democracia, com duas consequências mais imediatas, independentemente da intervenção como actores directos na cena política: a primeira, uma melhor consciência no sentido de voto, uma melhor responsabilização pela opção partidária ou no candidato, consoante a eleição sub judice; a segunda, mais ambiciosa, terminar ou minorar o constante e aborrecido desculpar do fracasso social, com a inoperância ou incompetência dos políticos, não que os considere competentes, mas porque abomino a crítica que não oferece a resposta.

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