quarta-feira, 18 de março de 2009

Pedaços de Prosa I

Perante o frio, sempre gostei de erguer o queixo, cerrá-lo firme, cortando a pequena frente de ar frio, que se me destina. A isto acrescento o emergir da gola do sobretudo. Foi assim em Dezembro, décimo segundo mês do ano 2008, à católica maneira contada. O povo, em tema de conversa desesperada, debruça-se, amiúde, sobre ele, queixando-se, elegendo-o como responsável pela maleita social, em co-responsabilidade com o fenómeno da pluviosidade, que nem por alimentar a nossa agricultura merece indulto popular. Sois o diabo, chuva e frio, talvez até por isso: ser o plural de Sol, Sóis.

Arrepio, não o caminho, mas o corpo em involuntário acto, no entanto, perfeitamente consciente. À memória, acorro-me pousado numa toalha de praia, em pleno Verão, em pleno nada fazer, senão aquietar-me de sono. Nisto se finda o repouso e acordo: afinal são 18 de Março de 2009, estão largos 18 graus Celsos, pelas 08h matinais. Ao quente fui, mesmo sabendo aguardarem-me montes de letras imprimidas, em pouco atraente papel. Ler e calor, o binómio que não domino

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