quinta-feira, 16 de abril de 2009

THE DAY AFTER

Quando se perde, tudo se disseca.

A meu ver, embora muito fique por abordar, restando outras explicações plausíveis, destaco dois motivos que ditaram a nossa eliminação da prova rainha europeia:
- a má entrada da equipa neste 2.º jogo, parecendo estranhar o posicionamento de um excelente quarteto ofensivo: giggs, rooney, ronaldo e berbatov (e inerente dinâmica posicional entre todos eles);
- a realidade do valor das equipas. Na passada semana, defrontamos um Man. Utd. sem duas unidades fulcrais, Rio Ferdinand e Anderson, dando uma pálida e desfocada imagem do poderio dos britânicos. Ontem, com uma defesa segura e, sobretudo, bem mais confiante e com um super meio-campo, onde o Anderson é um Sr. Futebol (um médio com tudo e com tudo em prol do colectivo), o MU domou e conteve o Porto, recuando a sua linha defensiva (sobretudo na 2.ª parte) e sabendo defender perto da área, eliminando espaço para as tão hábeis transições rápidas do Jesualdo e que se viram há oito dias.

Estes dois elementos explicam a não passagem, lembrando o que já se sabia: faltam suplentes ao Porto, que permitam, durante o jogo, alterar a filosofia de jogo. Assim caímos, com muito brilhantismo, pelo longo percurso europeu. A grande vantagem da não passagem da eliminatória será a manutenção dos principais valores da equipa (excepção feita para o Bruno Alves), o que, aliado a mais um ano de Jesualdo, decerto nos colocará nos quartos de final da próxima edição da Liga dos Campeões.
Força Lucho. Até ao ano, Europa.

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