(Numa qualquer repartição)
- Mini, saia! Vá vestir uma roupa decente.
- Mas patrão...
- Nem patrão, nem meio patrão. Na Loja do Cidadão não há depravação.
- E a minha cidadania?
- Pode exercê-la noutro dia. Ao fim de semana, se quiser.
- Mas eu sou uma mulher. Agora já não me posso arranjar?
- Arranje-se como quiser, mas não quando vem trabalhar. Vá, abotoe a camisa.
- Sabe do que este país precisa? De um terramoto, para ter com que se preocupar.
- Mau, já está a abusar...
- Acha que estou a abusar? Isto é que era abusar (abre a camisa por completo ficando em soutien, perante o olhar estupefacto das pessoas que se encontravam na fila)... Voltamos ao tempo de Salazar.
- Mini, olha as pessoas...
- Deixe-a estar que são bem boas! (grita um jovem atrevido)
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