Numa noite de muita alma ao rubro, o espectáculo não defraudou bandeiras de entusiasmo. Foi emotivo. Ainda assim revelou-se previsível, com a estratégia portista de transições rápidas a diluir-se à medida que o Benfica melhor interpretou e aplicou mecanismos de contenção. Pelo meio, simpáticos golos de bola parada a destoar a regra de cautelosa normalidade, recíproca e frequente nestes clássicos. A reter, a tristeza dum portista - a minha, talvez partilhada por outros - de que falta um "armador" de jogo. Lucho é, principalmente, um médio de cobertura (jogou muito a interior direito), ainda que com uma magia de toque de Midas na bola, mas não chega à irreverência e imprevisibilidade dum construtor de jogo. Ao Porto, faltam, pois, jogadores, já que do banco nada surgirá. Quanto ao Benfica, uma soma de jogadores desmotivados, sinónimo de emprestados, que está em pleno processo de construção, começando pelo óbvio: defesa, que diria já relativamente eficiente. O ataque, esse, apareceria na próxima época, mantivessem eles os jogadores. E Alvalade? Tardam em calejar os miúdos, que tardam em sair do clube... Foi justa a vitória dum Braga muito ex-azul, ou não tivessem Luís Aguiar, César Peixoto, Renteria, Alan, entre outros, sido essenciais em mais um bom jogo dos arsenalistas, todavia muito aquém do augúrio do início de época: Braga candidato a campeão. Até à semana.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
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