segunda-feira, 22 de junho de 2009

O RESCALDO





Contam-se hoje 15 dias decorridos, desde o dia das eleições europeias neste rural (no sentido de não evoluídas mentalidades e iliteracia universal)país português. Houve uma vitória social-democrata que não ignoro; baseada em quê não me atrevo a indagar, senão na competência discursiva de Paulo Rangel.


Aventar uma censura ao Governo ou uma crença numa Europa social-democrata, apoiada na individual iniciativa e na minimização da intervenção do Estado são possibilidades que não quero crer como os reais fundamentos desta portuguesa votação nas Europeias. Censurar o Governo em eleições que decidem a composição do Parlamento Europeu? De deputados Europeus organizados de acordo com famílias políticas europeias? Eleições que ditam o sentido de boa parte das "leis" europeias, mais sociais ou mais liberalistas no sentido de um mínimo intervencionista, quase só regulador?


Nisto jogar a Europa, num mero instrumento de censura ao Governo Nacional só mostra a ruralidade deste país e desta Europa porque toda ela, ou muito boa parte dela, escolheu a social-democracia. Não esqueça o povo que a integração europeia sempre teve como fio-de-prumo um modelo mais ou menos federalista e ser-se internacionalmente federalista é ser-se europeiamente socialista. Não rejeito outras correntes políticas algo distantes, mas é no socialismo que mora a integração europeia, entendida mais lata ou mais estritamente. O triste é que o povo, chamado às urnas, não soube ao que ia e há-de continuar a não saber, tão cedo não se transfigure o actual sistema político. Assim não serve.


Mudar em que sentido? Começar sempre pelos alicerces, ou seja, incentivar a participação dos cidadãos no poder local e na escolha da sua rua, da sua zona e da sua freguesia. Educar para a intervenção democrática. Para quando referendos locais sobre questões locais, tão banais na Europa Nórdica?

Just fucking wondering.

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