Hoje novamente o Sol, filtrado por um limpo horizonte do céu, e a alta temperatura empurrada pela ausência de vento. Quando será tempo de deixar este sono inacabado de ontem dominar-me num pós-almoço? Quando será tempo de me permitir impor o meu relógio biológico sobre a ditadura das responsabilidades profissionais?
Férias a resposta, desde que devidamente acentuada a palavra, pois "ferias" é já o que este Sol me faz ao gritar-me que desprezo o gozo que ele, em potência, me permite, pela sinfonia de relax que me destina. São nesses autênticos bordéis, mundanamente chamados de esplanadas, que onteontem me rendi ao Deus Sol.
Contei os pássaros pousados, mas vivos, em plena Avenida dos Aliados; ri-me, em ligeira troça de mim, invejando os vestuários informais dos turistas; li o nome das lojas, rés-do-chão; primeiro e segundo andares; bebi o café; lembrei-me dela e compensei engolindo água. Foi, então, hora de me abandonar e regressar aos outros, aos problemas dos outros, afinal a definição real de Advogado.
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