Como virá a notícia?
Na folha fria de um telegrama,
ou no quente abraço de um amigo?
Sussurrada por alguém que me ama,
ou anunciada por um estranho, ao postigo?
Como chegará a notícia?
Vestida com seu roto manto
de comiseração e lamento,
ou despida no negro espanto
de um claro pressentimento?
Como chegará a notícia?
Na pretérita surpresa
das páginas de um jornal atrasado,
ou na dolorosa presteza
de um telefonema enervado?
Como virá a notícia?
Caída nas folhas ventadas
pela rouca voz do Outono,
ou dita pelas flores petaladas,
estonteadas de sono?
Como chegará a notícia?
Com a aurora sobressaltada?
No repouso de um dia de sorte?
Como chegará a notícia
da tua morte?
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